O cenário econômico brasileiro é uma paisagem em constante transformação. Em um retrospecto mais recente, a pandemia de Covid-19 e a guerra na Ucrânia colaboraram para o aumento do valor do dólar frente ao real, a manutenção de uma grande massa de desempregados e a queda do poder aquisitivo da população. Mas nem por isso diminuiu a procura por linhas de crédito, uma delas é a que dá título ao nosso post. Mesmo sendo mais vantajosa, muitos se perguntam por que o Home Equity ainda não é popular no Brasil.
Vamos entender mais sobre esse assunto?
De acordo com levantamento do SFN (Sistema Financeiro Nacional), o saldo total de empréstimos como porcentagem do PIB atingiu 54% em dezembro de 2021. Apesar da grande procura por crédito por parte das pessoas físicas, ainda há muito desconhecimento do público acerca das melhores opções para obter recursos. Vamos falar agora do Home Equity (ou CGI), uma modalidade que oferece ótimas condições, mas que ainda não caiu no gosto dos brasileiros.
O que é Home Equity ou CGI?
O crédito com garantia de imóvel (CGI) ainda é pouco procurado pelas pessoas em nosso país, apesar de ser uma das linhas de crédito mais atraentes por conta de fatores como juros reduzidos (geralmente na casa dos 12% ao ano), valores elevados e destinação livre (onde o tomador do empréstimo não precisa declarar a que se destina o dinheiro emprestado).
E por mais que buscar crédito seja popularmente considerado como algo negativo, muitos ainda insistem em se endividar em modalidades muito mais onerosas, como cheque especial e cartão de crédito, a pegar dinheiro colocando a casa como garantia.
O que o atual cenário das linhas de crédito mais populares mostra?
Em um comparativo com as principais modalidades de crédito disponíveis, o CGI se mostra como a melhor opção. A média de juros anual de 12% deixa o Home Equity na posição mais favorável ao credor, ganhando de longe do crédito com garantia de veículo (18%), crédito consignado (22,5%), crédito pessoal (119,5%), parcelamento do cartão de crédito (175,2%), rotativo do cartão de crédito (300,3%) e do cheque especial, com exorbitantes 318,7% ao ano.
Simplicidade e rapidez no processo
Os juros mais baixos e a destinação livre não são as únicas vantagens deste tipo de crédito. A menor burocracia também deve ser considerada, já que em situações com pouco prazo para obter o recurso esse é um trunfo muito importante. Pessoas negativadas e com restrições no CPF também podem contratar o CGI. O prazo estendido para a quitação do empréstimo é, da mesma forma, algo que vale ser mencionado, já que a dívida pode ser diluída em prestações que não afetem de forma agressiva o orçamento mensal.
Grandes decisões trazem grandes responsabilidades
Obviamente um empréstimo com uma garantia tão robusta dá segurança para as instituições financeiras aportarem valores maiores com condições facilitadas. Isso pode ser útil num cenário de renegociação de dívidas, substituindo por uma com juros menores, para abrir um pequeno negócio para reformar, adquirir um novo bem ou para fazer um curso de especialização mais caro.
Sejam quais forem os seus objetivos, a educação financeira é primordial para que as coisas andem bem. Isso quer dizer ter maturidade na relação com o dinheiro, monitorando receitas e gastos, reduzindo as compras por impulso e alocando os valores com despesas de modo a evitar ou até eliminar os imprevistos que podem fazer com que o tomador do CGI perca o seu imóvel.
O Home Equity é mais querido no exterior
Em países da Europa e nos Estados Unidos, o Home Equity é a primeira opção de linha de crédito. De olho nesse potencial e em busca de condições ainda melhores, o Banco Central e o Ministério da Economia avaliam formas de ampliar essa linha de crédito, inclusive com a possibilidade de utilizar o imóvel como garantia em diferentes operações, inclusive de instituições financeiras diferentes.
Por que o Home Equity ainda não é popular no Brasil? Medo e desconhecimento
Pouco divulgado e conhecido pelos brasileiros, o Home Equity ainda carrega entre os que o conhecem o temor da perda do imóvel em caso de inadimplência. Uma possibilidade pouco provável. Estratégias de marketing mais certeiras podem ajudar a divulgar melhor essa modalidade que é interessante para quem está nos dois lados da mesa de negociação, assim como a popularização da educação financeira.
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